História de Buritis: nossa história contada por nossa gente

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HISTÓRIA DE BURITIS

Nossa história vem desde o século XVII, quando um afluente do rio São Francisco, o rio Urucuia (o rio de águas vermelhas) já era caminho de bandeirantes que por aqui passaram com destino a Goiás. Presume-se que índios nômades e negros escravos teriam habitado esta vasta região.

As expedições dos primeiros bandeirantes foram registradas a partir de 1664 e 1670, com nomes como Matias Cardoso de Almeida, seu filho Januário Cardoso, Lourenço Castanho Taques e Felisberto Caldeira Brant.

As Capitanias Hereditárias que só deixaram de existir no fim do século XVIII, foram subdivididas em sesmarias para serem melhor administradas. Em 1739 na Capitania de Ilhéus, na sesmaria concedida a Francisco Álvares de Carvalho, já era mencionado o Sítio do Burithy.

O território da Paróquia foi doado à Nossa Senhora da Pena por Joaquina de Pompéu. Em 30 de maio de 1805, o Arraial foi elevado à Paróquia sob as bênçãos de Nossa Senhora da Pena e o primeiro Pároco foi o Padre Timóteo Rodrigues Monteiro.

Com o passar dos anos, esta região foi se desenvolvendo e se transformou num excelente ponto de negócio, pois por aqui passava a estrada de São Romão à Goiás, dando movimento ao Arraial.

O arraial desenvolveu-se às margens da Veredinha, em 1825 contava com 585 casas e em 1830 contava com mais de 3 mil pessoas. De 1831 a 1833 morreram 154 pessoas, vítimas da Hidropisia (doença também conhecida por barriga d’água).

Em 31 de maio de 1850, a sede da Paróquia passou para Morrinhos, depois para Paracatu, e em 4 de julho de 1857 foi incorporada à São Romão, voltando para Paracatu em 1858.

Esta região também foi procurada por fugitivos da lei que por aqui provocavam a desordem e afugentavam os homens de bem. Com o passar dos anos, o povoado ficou com apenas 72 casas de telha, 15 ranchos, a capela de Nossa Senhora da Pena e uma escola, formando 3 ruas. Lentamente o progresso foi retomado, uma vez que os homens da região não deixaram de trabalhar para fazer com que o arraial voltasse a se desenvolver.

Em 1923 Buritis foi distrito de Paracatu, de 1924 a 1943 passou a ser distrito de São Romão e de 1944 a 1962 foi distrito de Unaí.

Em 30 de dezembro de 1962 através da Lei nº 2.764, deu-se a emancipação política. A população comemorou essa importante conquista no dia 1 de março de 1963, quando foi instalado município de Buritis, sob a direção do Intendente, o Sr. Romeu Gonçalves de Araújo.

Ao longo dos anos de desenvolvimento do município, importantes nomes fazem parte dessa história:

Os prefeitos eleitos:

BURITIS ATUAL

O município tem uma área de 5.219, 469 km² e situa-se em Minas Gerais, divisa com Goiás. Possui em sua extensão uma parte do Planalto Central do Brasil. Está a 240 km da Capital Federal, Brasília, e por esta razão, o município de Buritis é um dos quatro municípios (ao lado de Unaí, Cabeceira Grande e Arinos) de Minas Gerais que integra a Região Metropolitana do Distrito Federal.

Buritis é rodeado por serras, o ponto mais alto é de 1.069 metros, localizado na Serra do Bonito, próximo a cabeceira do córrego Palmeira. Por ser parte da região Noroeste de Minas, tem sua vegetação constituída pelo cerrado brasileiro.

A fauna local apresenta grande variedade de espécies em todos os ambientes, que dispõem de muitos recursos ecológicos. O clima do município é o tropical. As águas nascentes na região integram a Bacia do Rio São Francisco, “o Rio da Integração Nacional”.

Os rios Urucuia e o São Domingos são os mais importantes do município. Além destes, há dezenas de córregos, cachoeiras, rios e ribeirões: os córregos Confins, Barriguda, Passa Três, Mangues, Extrema, Cupins, os rios Pernambuco, São Vicente, ribeirão Fetal, entre outros.

A economia local tem por base a agricultura, a pecuária de corte e de leite, o comércio local, além de  indústrias de cachaça (Urucuiana) e Laticínios.

Buritis é o terceiro maior produtor de grãos do estado de Minas Gerais. O município é beneficiado pela fertilidade do solo, com uma grande produção de minérios como calcário, com grande produção de grãos, soja, feijão, arroz, milho, sorgo, leguminosas, seringueira, banana, café, mandioca, algodão e outras variedades.

A pecuária destaca-se pela produção de gado de corte e de leite e seus derivados, que podem ser vistos nas Exposições Agropecuárias no mês de junho, além de grande produção de suínos, equinos, caprinos, ovinos e galináceas.

A população distribui-se além da cidade, nos distritos de São Pedro do Passa Três e Serra Bonita. Além dos distritos, Buritis sete vilas (Vila Cordeiro, Vila Rosa, Vila Maravilha, Vila São Vicente, Copago, Vila Serrana e Vila Palmeira), além de núcleos de pequenos e médios produtores rurais, bem como por núcleos de colonização, relacionados à reforma agrária.

O distrito-sede está dividido em 10 bairros:

  • Centro
  • Canaã
  • Veredas
  • Taboquinha
  • Israel Pinheiro
  • Jardim
  • Planalto
  • Estância dos Ipês 1
  • Estância dos Ipê 2
  • Residencial Extrema

O PROJETO

O Projeto História de Buritis é desenvolvido pela TV Rio Preto Buritis através de fotos que retratam a história do município e de depoimentos dos nossos ilustres moradores. O projeto tem por objetivo ser um registro da nossa história, preservando a cultura e a tradição.

Nestes vídeos realizados com a participação de moradores locais, estão relatos prévios que farão parte do documentário. Confira também o álbum de fotos disponível no site e na nossa página do Facebook.

Agradecemos aos colaboradores, Marcilei Farias, Jailson Roberto Mantovani, Melinha Lopes, Marília de Dirceu Lopes Campos, por disponibilizarem fotos que ajudam a contar a nossa história.

Agradecemos também a Sra. Dália Lopes (em memória), Sr. Délio Prado Lopes (em memória), Sr. Martinho Gonçalves (em memória), Maria Angélica Gonçalves Lopes, Candinha, Lica e Georgeta Prado, Waldir Fonseca, Neusa Durães Fróes, Marilda Prado, José Jurandir Ramos, Rita Maria da Silva Ramos, o Sr. Pedro Taborda, Lindaura Valadares,  Denise Campos Pimentel, o Sr. Zezito Pimentel, Elivani Lopes Santana, Saulo Xavier, nossos escritores Napoleão Valadares, Oscar Reis Durães, José Miguel Tiago e família.

Coordenação: Hosana Faria, Gilberto Valadares e Lívia Alves.

Redação e fotografia: Gilberto Valadares e Lívia Alves.

Filmagem e edição: Leonardo Scherer, Lívia Alves, Gilberto Valadares, Paulo Ryan e Pedro Guerra.

Confira prévia das entrevistas nos vídeos abaixo:

Dona Dália Prado Lopes – Filha de Buritis

Martinho Gonçalves Brant – Um século de história

Waldir Fonseca Melo – Coluna Prestes

Napoleão Valadares – Vitalino Fonseca Melo

Neusa Durães Fróes – Memórias e saudade

Sumiço da Imagem de Nossa Senhora da Pena

Filhas de Argemiro Antônio do Prado

Dona Marilda Prado – Igrejinha de Nossa Senhora da Pena

Memórias de José Jurandir

Rita maria da Silva – Breve registro histórico

Oscar Durães – Raízes e Culturas de Buritis no Sertão Urucuiano

Pedro Taborda – A imigração dos gaúchos para Buritis

Délio Prado Lopes – Comunicação nos anos 70

Dona Lindaura Campos Valadares – O desenvolvimento da educação no município

Zé Miguel: Contos e Cantos

Waldir Fonseca Melo – Vitalino Fonseca Melo, o maior boiadeiro do Noroeste

Napoleão Valadares – Joaquina de Pompéu, a Rainha das Gerais

Adair Francisco de Oliveira – Anos 70 e 80

Antônio José de Freitas – 30 anos de amor à farda

Zezito Pimentel – Coração Urucuiano

Buritis nos anos 90

Elivani Lopes Santana – Da Colonização à Emancipação

GALERIA DE FOTOS:

Fotos: Equipe TV Rio Preto Buritis

 

 

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