História de Buritis

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Nossa história vem desde o século XVII, quando um afluente do rio São Francisco, o rio Urucuia (o rio de águas vermelhas) já era caminho de bandeirantes que por aqui passaram com destino a Goiás. Presume-se que índios nômades e negros escravos teriam habitado esta vasta região.

As expedições dos primeiros bandeirantes foram registradas a partir de 1660, com nomes como Matias Cardoso de Almeida, seu filho Januário Cardoso, Lourenço Castanho Taques, Domingos Prado de Oliveira, Manoel Francisco Toledo e Felisberto Caldeira Brant. Estes homens tornaram-se os senhores do Urucuia ao conquistar a Guaíbas, ilha do São Francisco habitada por índios próximo à foz do rio Urucuia, estendendo domínio sobre toda a região.

Matias Cardoso de Almeida tomou conta de todas as terras que se encontravam acima de São Romão e Januária, localizadas na direção norte e nordeste. Por volta de 1734, foi acusado de sedição contra o Governo de Minas, assumido por Martinho Mendonça.

Na mesma época, as capitanias hereditárias começaram a fracassar. O modelo foi bom para a Coroa Portuguesa, que arrecadava os lucros, mas nem tanto para os donatários. Estes enfrentavam desde o início grandes dificuldades, tendo de desenvolver a colônia com poucos recursos, prejudicados pela distância de Portugal e fustigados por ataques indígenas. As capitanias foram então subdivididas em sesmarias, para serem melhor administradas.

Por volta de 1736, as terras do alto urucuia foram tomadas do poder da família Cardoso e filiadas à Sesmaria de Minas. Em 1739 na Capitania de Ilhéus, na sesmaria concedida a Francisco Álvares de Carvalho, já era mencionado o Sítio do Burithy. Depois de 1749 essas terras foram concedidas ao capitão João Pereira Sarmento, que então subjugava o vale do Burithy. A Capitania de Ilhéus foi extinta em 1761.

Em 1805 o território foi doado à Paróquia de Nossa Senhora da Pena, por Joaquina de Pompéu. De acordo com relatos históricos de Olímpio Gonzaga, primeiro historiador do noroeste de Minas Gerais, o Arraial do Burithy foi elevado a Paróquia de Nossa Senhora da Pena no dia 30 de maio de 1815 e o primeiro Pároco foi o Padre Timóteo Rodrigues Monteiro.

Com a descoberta de ouro, tanto em Paracatu, como no norte de Goiás, vieram milhares de aventureiros da região nordeste e dos barrancos do São Francisco para tentar explorar essa região, que se tornou ponto de passagem dos que vinham do nordeste, como dos que vinham do São Francisco. Há indícios de que muitos mineradores tentaram o garimpo no vale do urucuia, mas com o tempo, descobriram que o valor da terra estava apenas na caça, na pesca, na pecuária e agricultura.

O sertão Noroeste de Minas foi ocupado simultaneamente pelos vaqueiros que seguiram o curso do rio desde a Bahia e Pernambuco, e pelos bandeirantes paulistas que, movendo guerra ao gentio, fundaram povoados e se estabeleceram, como grandes criadores.(MATA-MACHADO, 1991, p.24).

Em 1825 o arraial também citado como Freguesia do Burithy, já contava com 582 casas, sendo que parte destas casas estava concentrada nas fazendas, em razão das primeiras picadas e também por servir de intercâmbio comercial entre Minas e Goiás.  A população já era superior a 2.500 pessoas, ente adultos brancos, crianças, crioulos e escravos. Diante dessa expansão demográfica, o Senhor Antônio Paulino Limpo de Abreu, ilustre ouvidor de Paracatu, resolveu elevar o arraial à vila nesse mesmo ano.

Desde então, Buritis estava condensado no município de Paracatu. Pela história, essa primeira sociedade que aqui viveu nunca ficou sem liderança, em vista da resistência dos párocos, padres locais, bem como juiz de paz, que eram substituídos de tempos em tempos, por escolha unânime do povo.

O arraial desenvolveu-se às margens da Veredinha e conforme registros históricos, de 1831 a 1833 morreram 154 pessoas, vítimas da Hidropisia (doença também conhecida por barriga d’água). Esta região também foi procurada por fugitivos da lei que por aqui provocavam a desordem e afugentavam os homens de bem. Na época mais difícil, o povoado ficou com apenas 72 casas de telha, 15 ranchos, a capela de Nossa Senhora da Pena e uma escola, formando 3 ruas.

Com o passar dos anos Buritis foi se desenvolvendo e se transformou num excelente ponto de negócio, pois por aqui passava a estrada de São Romão à Goiás. Lentamente o progresso foi retomado, uma vez que os homens da região não deixaram de trabalhar, para fazer com que o arraial voltasse a se desenvolver.

Em carta correspondência do Juiz de Paz do Burithy, Thomás Antonio da Fonseca Melo, datada de 11 de janeiro de 1840, Buritis já é citado como distrito de Paracatu.

Passou em 31 de maio de 1850 para Morrinhos, depois para Paracatu, em 4 de julho de 1857 foi incorporado à São Romão, voltando para Paracatu em 1858 onde pertenceu até 1923. No ano seguinte, passou novamente para distrito de São Romão até 1943, quando foi transferido para Unaí de 1944 a 1962.

A emancipação política veio em 30 de dezembro de 1962 através da Lei nº 2.764. A população comemorou essa importante conquista no dia 1 de março de 1963, quando foi instalado município de Buritis, sob a direção do Intendente, o Sr. Romeu Gonçalves de Araújo.

Ao longo dos anos importantes nomes fazem parte dessa história:

Memórias de nossa história:

Os prefeitos:

Buritis

O município tem uma área de 5.219, 469 km² e situa-se em Minas Gerais, divisa com Goiás. Possui em sua extensão uma parte do Planalto Central do Brasil. Está a 240 km da Capital Federal, Brasília, e por esta razão, o município de Buritis é um dos quatro municípios (ao lado de Unaí, Cabeceira Grande e Arinos) de Minas Gerais que integra a Região Metropolitana do Distrito Federal.

Rodeado por serras, o ponto mais alto é de 1.069 metros, localizado na Serra do Bonito, próximo a cabeceira do córrego Palmeira. Por ser parte da região noroeste de Minas, tem sua vegetação constituída pelo cerrado brasileiro.

A fauna apresenta grande variedade de espécies em todos os ambientes, que dispõem de muitos recursos ecológicos. O clima do município é o tropical. As águas nascentes na região integram a Bacia do Rio São Francisco, “o Rio da Integração Nacional”.

Os rios Urucuia e o São Domingos são os mais importantes. Além destes, há dezenas de córregos, cachoeiras, rios e ribeirões: os córregos Confins, Barriguda, Passa Três, Ponte Grande, Mangues, Extrema, Cupins, os rios Pernambuco, São Vicente, ribeirão Fetal, entre outros.

A economia local tem por base a agricultura, a pecuária de corte e de leite, o comércio local, além de  indústrias de cachaça (Urucuiana) e Laticínios.

É o terceiro maior produtor de grãos do estado de Minas Gerais. O município é beneficiado pela fertilidade do solo, com uma grande produção de minérios como calcário, com grande produção de grãos, soja, feijão, arroz, milho, sorgo, leguminosas, seringueira, banana, café, mandioca, algodão e outras variedades.

A pecuária destaca-se pela produção de gado de corte e de leite e seus derivados, que podem ser vistos nas Exposições Agropecuárias no mês de junho, além de grande produção de suínos, equinos, caprinos, ovinos e galináceas.

A população distribui-se além da cidade, nos distritos de São Pedro do Passa Três e Serra Bonita. Além dos distritos, Buritis sete vilas (Vila Cordeiro, Vila Rosa, Vila Maravilha, Vila São Vicente, Copago, Vila Serrana e Vila Palmeira), além de núcleos de pequenos e médios produtores rurais, bem como por núcleos de colonização, relacionados à reforma agrária.

A cidade está dividida em dez bairros:

  • Centro
  • Canaã
  • Veredas
  • Taboquinha
  • Israel Pinheiro
  • Jardim
  • Planalto
  • Estância dos Ipês 1
  • Estância dos Ipê 2
  • Residencial Extrema

Nossa história contada por nossa gente

O Projeto História de Buritis é desenvolvido pela TV Rio Preto Buritis através de fotos que retratam a história do município e de depoimentos dos nossos ilustres moradores. O projeto tem por objetivo ser um registro, preservando nossa cultura e tradição.

Nestes vídeos realizados com a participação de moradores locais, estão relatos prévios que farão parte do documentário. Confira também o álbum de fotos disponível no site e na nossa página no Facebook.

Confira prévia das entrevistas nos vídeos:

Galeria de Fotos:

Agradecimentos:

Aos colaboradores, Marcilei Farias, Jailson Roberto Mantovani, Melinha Lopes, Marília de Dirceu Lopes Campos, Maria Angélica Gonçalves Lopes, por disponibilizarem fotos e registros da nossa história.

Agradecemos também a Sra. Dália Lopes (em memória), Sr. Délio Prado Lopes (em memória), Sr. Martinho Gonçalves (em memória), Maria Angélica Gonçalves Lopes, Candinha, Lica e Georgeta Prado, Waldir Fonseca, Neusa Durães Fróes, Marilda Prado, José Jurandir Ramos, Rita Maria da Silva Ramos, o Sr. Pedro Taborda, Lindaura Valadares,  Denise Campos Pimentel, o Sr. Zezito Pimentel, Elivani Lopes Santana, Saulo Xavier, Dona Carlota Santana do Prado, Cinira Prado, nossos escritores Napoleão Valadares, Oscar Reis Durães, José Miguel Tiago e família.

Redação e Fotografia: Gilberto Valadares e Lívia Alves.

Filmagem e Edição: Leonardo Scherer, Lívia Alves, Gilberto Valadares, Paulo Ryan e Pedro Guerra.

Coordenação: Hosana Faria, Gilberto Valadares e Lívia Alves.

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